Igreja Matriz de Santo Estêvão
A Igreja Paroquial de Santo Estêvão, é sem dúvida, no aspecto patrimonial, o principal ponto de referência da Freguesia e, na sua arquitectura simples, sobressaem as torres paroquiais de uma forma airosa e quase imponente. Fica situada na parte central da aldeia, no Largo Dr. Carlos Picoito.
Remonta que pelo menos, ao Séc. XVI, encontrando-se num registo de casamento efectuado na Igreja de Nossa Senhora da Luz, a 11 de Agosto de 1597, referência ao "cura da Igreja de Santo Estêvão", chamado João Fernandes Garganta. A Igreja Paroquial desta Freguesia manteve-se isolada de casas de habitação até à segunda metade do Séc. XIX, processo que só veio a terminar em 1922.
Atendeno ao reduzido número de moradores e aos seus limitados recursos, este templo foi desde as suas origens um edifício de modestas dimensões.
Entre 1790 e 1855 a Paróquia de Santo Estêvão, anexou a sua vizinha da Luz de Tavira, pois esta última tinha poucos moradores e não podiam contribuir com o suficiente para a condigna sustentação do Pároco.
Dotada de um extraordinário som acústico, a Igreja Paroquial tem um baptistério, uma sacristia e três capelas laterais, uma no lado do Evangelho e duas no lado da Epístola (a Capela do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora do Rosário e das Almas, respectivamente). São em madeira com marmoreados, incluindo a mesa do altar, o retábulo, o intradorso e o arco da capela originários do Séc. XIX. Uma delas era administrada pela Irmandade das Almas.
Pego do Inferno- Santo Estêvão
A Cascata do Pego do Inferno é a maior de um conjunto de três cascatas (Cascata do Pomarinho e Cascata da Torre) formadas em tufos calcários existentes na ribeira da Asseca em Santo Estêvão, perto de Tavira, no Algarve, sul de Portugal. Tufo calcário é um tipo de rocha formada em águas de origem cársica que após perderem dióxido de carbono ficam sobressaturadas em carbonato de cálcio que se acumula no fundo de cursos de água, em cascatas, lagos ou qualquer outro ambiente aquático.
Esta cascata, uma das mais curiosas de Portugal, cuja queda de água não é muito alta, pois ronda apenas os 3 metros, dá origem a uma lagoa de tons verdes azeitona. Cor quente e mediterrânica que lhe advém da profundidade das suas águas e da cor dos terrenos e da vegetação onde se insere.
Sobre esta cascata e a sua lagoa contam-se lendas e histórias que aumentam em muito a profundidade da lagoa que após medições foi certificada em cerca de sete metros.
Lenda:
Diz-se que há muitos anos, uma carroça se despenhou no pego, caindo os ocupantes na lagoa. Os cadáveres dos ocupantes da carroça e os dos animais que a puxavam nunca foram localizados e os mergulhadores não conseguiram encontrar o fundo da lagoa, chamando então ao local "Pego do Inferno".
